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Milão - (*****)

Após conhecer Roma, queria sair da Itália o quanto antes, mas perdi o horário do trem e não tinha nenhum outro itinerário internacional naquela noite. A solução foi reservar um lugar no trem para Milão, que ficava mais próximo do destino que eu gostaria de ir.

A cidade não só salvou minha opinião sobre a Itália, como fez valer a pena a perda do trem que eu gostaria de ter pego.

É a capital mundial da Moda, existem modelos andando por toda a parte, e não se restringem apenas a modelos italianas, têm holandesas, francesas, e dos principais locais do mundo fashion. Bom para os olhos masculinos, e interessante para as mulheres.

A rota tradicional para conhecer a cidade começa na Piazza Duomo. O local agrada os apaixonados por história, já que fica no meio do centro antigo. Agrada os apaixonados por moda, do lado da Piazza têm uma galeria com as maiores marcas mundiais. Agrada também os religiosos, já que a praça (piazza em italiano) é o local da maior igreja da Itália, e terceira maior do mundo.

Nos arredores se encontram restaurantes (caros e baratos), lojas, ateliês, construções históricas, museus.

Só que tudo isso atraí também um monte de gente tentando usufruir dos turistas. Os mais comuns são os “encantadores de pombos” (que existem aos milhões na piazza) e pessoas de Senegal parando todo mundo tentando “dar” pulseiras por alguns trocados, e eles são bem insistentes.

Aos apaixonados por futebol, a cidade é a casa de dois dos maiores times do mundo: Internazionale e Milan. No estádio dos clubes (comum aos dois) existe um museu esportivo com troféus e objetos que pertenceram a grandes idolos. Também é possível fazer uma tour pelas arquibancadas e vestiários.

Se tudo isso não fosse suficiente, a cidade ainda é rica em cultura. É o lar da arte e do design. Opções culturais (música, design, história, teatro, cinema, arte) não faltam aqui. Existem diversas óperas, espetáculos em exibição, e mais de 50 museus.

Entre os inúmeros museus, existem alguns bem interessantes como o museu de Design, museu do Teatro, museu do Cinema. Outras opções curiosas são o museu da Alfa Romeo, museu da Lambreta e Scooter, existe um local submarnino e outro museu aquático, museu de fotografia contemporanea, museu de comunicações, enfim, opções não faltam.

Aqui está a Última Ceia, do Da Vinci, que exige reserva por telefone para marcar horário de visitação. É possível também encontrar obras de grandes artistas italianos como Michelangelo, Rafael e outros. Os apaixonados por escultura degustarão de algumas obras famosas de Rodin.

O centro antigo é possível conhecer a pé, mas quem quiser se deliciar com tudo que a cidade oferece, existe a opção de comprar um ticket para todos os transportes públicos da cidade por 5 euros, válido por 24 horas.

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Roma - (**)

A melhor definição que consigo pensar para a cidade, é que ela é a Praia Grande da Europa. A maior parte da cidade é feia, é sempre lotado, não é tão bem frequentado, e a desorganização não tem limite.

Há centenas de mendigos, e não é exagero. Por dia, não é de se estranhar se quatro ou cinco te pararem. Existem também os famosos malandros, no maior estilo brasileiro eles oferecem ajuda como pessoas bondosas e solicitas, e depois cobram a bagatela de 5 euros por isso.

Tá, a maioria das pessoas que vêm aqui é pelo aspécto histórico. Mas posso confessar? Não é tudo isso. Exato, o Coliseu têm filas kilométricas, e não é tão encantador, e a maioria dos outros locais não passam de ruinas.

Existem construções bem preservadas, e excelentes museus. O Museu Nacional têm quatro edificios na cidade, e um ticket dá entrada por dois dias nos quatro. Existem museus históricos, de artes, militares (históricos e atuais, como por exemplo o museu bélico de veículos).

Come-se bem aqui, como era de se imaginar, mas o valor é proporcional. É uma das cidades mais caras da Europa.

As principais atrações da cidade, e que valem a pena para quem está aqui, exigem que o turista encare filas de horas, isso em baixa temporada e em dia de semana. As mais concorridas são o Coliseu e a Basílica de São Pedro. Esta última compensa a longa fila, já o Coliseu não tem nada interessante para os pagantes, a parte mais bonita e conservada se vê de graça.

Ok, existem também as partes boas. Além da comida, os italianos (exceto os ‘malandros’) são simpáticos, bonitos e interessantes. Puxe conversa, diga que é brasileiro, e conseguirá amigos ou romances.

Mas convenhamos: As maiores alegrias dos visitantes da Praia Grande não são as caras porções a beira da praia e a paquera? Bom, aqui a comida definitivamente é melhor, e as pessoas mais bonitas. Cada um tem a Praia Grande que merece.

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Munique - (*****)

Terceira cidade mais importante da Alemanha, e a segunda mais famosa. Foi a capital de vários impérios antes da unificação alemã e ao chegar na cidade se entende o motivo.

Opções não faltam lá, existem excelentes bares, restaurantes, museus, baladas, você encontra de tudo. E para quem quer realmente conhecer a cidade, por três euros se compra um passe válido por 24 horas que dá acesso a todos os transportes públicos da cidade, sem limite de uso.

As opções gratuitas também são fartas, a começar por andar pela cidade. Há várias igrejas gigantes e belas, todas gratuitas. Inúmeros parques e praças bem frequentadas, algumas que nos dias de calor, o mínimo que encontramos são topless (!!!).

O ponto de partida e referência é o Marianplatz, coração da cidade. Local frequentado tanto por turistas quanto por habitantes da cidade, e sempre lotado.

Perto de lá está o Residenz de Munique, um dos dois palácios da cidade. O exterior não passa tudo que se encontra lá dentro, o local realmente é digno de uma visita.

Os bares dali são os locais ideias para quem está a procura de companhia. As pessoas estão acostumadas com turistas, puxam conversas e aceitam numa boa se você mesmo tomar a iniciativa.

Outras inúmeras atrações estão aos arredores do Marianplatz. Parada obrigatória é o English Garden, o local mais comum de se encontrar topless nos dias quentes. As mulheres também podem frequentar numa boa, a beleza natural do local vale a pena.

O segundo palácio da cidade, Nymphenburg, é mais afastado, antepenúltima estação da linha 17 do Trams, o trem de superfície alemão. Todo o local é lindo. A entrada tem um lago de dois níveis, que começam no fim do rio da cidade. A fachada dele é a maior do mundo, superando a de Versailles. Depois do palácio, há um maravilhoso jardim, com uma piscina em T gigantesca, estátuas, e bosques laterais.

A noite de Munique mantém a mesma excelencia. Existem vários bares que ficam abertos até a madrugada independente do dia da semana. Há boates de vários estilos, incluindo as de polidancing (não confunda com puteiro).

A cidade também é a capital alemã das artes. Existem inúmeros museus de todos os tipos de arte, excelentes escolas e universidades. Fugindo um pouco da linha artística, um dos museus mais interessantes da cidade é o da Mercedes, que possuí diversas invenções não lançadas, e outras curiosidades.

Minha maior insatisfação foi ter ficado pouco tempo na cidade. Para quem quer conhecer a Alemanha, o local é imperdível.

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Rota Romântica

A rota tem inicío oficial em Wurzburg, préviamente descrito, e termina em Fussen. Embora dê para pegar ônibus em Frankfurt, e descer em Munique.

O objetivo da rota é mostrar aos turistas as cidades históricas da região da Bavaria, mais especificamente, da Francônia (existe uma rincha entre francônios e bavários).

As paisagens entre uma cidade e outra fazem juz ao nome da rota, tudo é muito bonito, se avista pontos históricos, belos rios e florestas, vinhedos, entre outra coisa.

As cidades medievais podem ser um pouco parecidas, principalmente Rothenburg, Dinskelsbuhl e Nordlingen. Portanto, quem pretende realizar a rota com mais tempo, não vale a pena ficar muito tempo nestas três cidades, e se for escolher uma, minha recomendação é Dinskebuhl.

Os destaques vão para as cidades Wursburg, Rothenburg/Dinkelsbuhl, Augsburg (outra cidade grande, com muitos museus, história, praças, e tudo é absolutamente lindo), e Fussen. Esta última fica próxima de Schwangau, cidade com dois castelos, sendo um deles o que inspirou o da Wall Disney.

A região é famosa pelos excelentes vinhos, que podem ser comprados em quase todo lugar, e os preços são impressionantes (compra-se bom vinho a partir de 2 euros).

Já a culinária da Bavária não é das melhores. Assim como em boa parte da Alemanhã, quase todos os pratos acompanham batatas. A carne de porco é bem popular e é oferecida em todos os estilos e cortes. Outra coisa comum é o repolho, normalmente refogado e azedo.

Quem procura mais agito pode se decepcionar um pouco aqui. As únicas coisas comuns em todas as cidades que atraí mais gente são os restaurantes e bares, mas que fecham razoavlmente cedo na maioria das cidades. Opções noturnas e coisas mais modernas são exclusivas das cidades maiores, como Wurzburgm (razoavel), Augsburg (bom) e Munique (excelente).

Os interessados em realizar a rota pode fazer uma programação própria, e viajar de trêm, ou pegar o onibus turístico que passa por todas as cidades. O onibus passa uma vez por dia, e o eficiente trêm alemão oferece entre três e quatro horários diferentes ao dia.

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Schwangu

A cidade é bem pequena e rural, fria e com vista para os Alpes, maas abriga dois dos melhores castelos da rota.

Na cidade, pouco próximo aos castelos, existem hotéis pensões que são boas opções para casais, os preços são muito bons, os ambientes são romanticos e muito bem cuidado, o atendimento é excelente, e a maioria dos quartos tem vista para os Alpes.

Na entrada dos castelos existem hoteis mais luxuosos, e com preços elevados, e definitivamente não valem a pena.

Como a entrada é comum para os dois castelos, e pela popularidade do Schangu (o castelo do Wall Disney), tudo é meio caótico pelo volume de turistas. O local tenta faturar o máximo a nossas custas, então existem milhões de lojas, restaurantes, tudo bem estruturado e os preços são razoavemente altos. A entrada para os castelos é a mais cara de toda a rota.

Ambos os castelos possuem apenans visitas monitoradas, disponíveis em alemão ou inglês. As entradas são de 20 em 20 minutos para cada idioma, e a visita demora 40 minutos.

O primeiro castelo é menos famoso, e talvez por isso fica bem próximo do local. Antigamente havia uma fortaleza no local, que foi destruida por Napoleão e então construiram o palácio atual.

O castelo segue uma linha mais tradicional, de tons amarelos e arquitetura padrão de fortaleza. Nele se avista um lindo lago, bonitas fontes e estátuas. O Interior é bem trabalhado e rico nos objetos.

O segundo castelo, mundialmente famoso graças ao Wall Disney, fica mais distante do local, quase na metade da montanha. É possível ir a pé, de onibus ou carroagem.

A fila para comprar o bilhete do onibus normalmente é caótica e demora um bom tempo. Os restaurantes do local também são muito concorridos, tornando o atendimento demorado e ruim, e os preços são abusivos.

Agora tudo isso vale a pena quando se chega no local: O exterior do castelo é simplesmente maravilhoso, com vista para toda a ciadde, lagos, Alpes, o primeiro castelo… A arquitetura é única, em tom branco, com a frente avermelhada. O Interior é muito bonito, com muitos objetos de ouro e prata.

As paredes possuem tons escuros, com texturas coloridas (verde/vinho, azul/rosa), e com muitas pinturas de cunho medieval e religoso.

Infelizmente o castelo não foi finalizado. As obras pararam com a morte do rei Ludwing I e apenas um terço do interior do castelo é decorado, mas devido ao tamanho do lugar, este um terço realmente vale a pena.

Há uma outra cidade um pouco maior e muito próxima, Fussen, que possui uma estrutra melhor para turistas, e oferece divesos onibus para visitação do local. Então os visitantes podem escolher onde ficar.

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Rothenburg o.d.T. - (***)

A cidade conta com um centro histórico muito bem preservado, rodeado por muralhas e torres. Todas as construções do centro histórico são antigas, andar nas ruas da cidade passaria totalmente a sensação de estar na idade média se não fossem os carros e os milhares de turistas.

O destaque da cidade vai para o conjunto, e não para um local específico. Se você curte coisas medievais, é um prato cheio. Caso contrário, tudo pode parecer sacal já que todas as atrações remetem a idade média. Durante a noite há inclusive guias trajados com roupas medievais, contando histórias e conduzindo a pessoa a pontos interessantes do local.

Tudo ali é cobrado, entrar em igreja, subir em uma torre central, museus, tudo. Os valores não são caros, mas quando somados geram um gasto desnecessário.

Locais:

Imperial Museum - (****)
Apesar do nome, o local não é um castelo, muito menos um palácio, mas é um prato cheio para quem gosta de história bélica.

O Museu tem inúmeras armas brancas e de fogo, modelos de armaduras que eram usadas em diversas épocas e locais. Também possuí armas raras e importantes, como espadas e rifles usadas por reis, duques e outros grandes personagens históricos.

Criminal Museum - (***)
O museu trata exclusivamente de torturas que eram aplicadas nos presidiários da idade média. O tema é interessante, mas o museu não é lá essas coisas. São poucas peças que estão a disposição, sem muita criatividade na montagem, e a maior parte do museu explica como era o processo de condenação.

A cidade ainda tem outros dois museus: um sobre o Natal, com peças natalinas de toda a Alemanha, e outro sobre brinquedos e bonecas. Não visitei nenhum então não tenho base parra tecer nenhum comentário a respeito.

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Wurzburg - (****)

Uma das principais cidades da rota dos castelos, ou rota romântica, como é conhecida. É uma cidade grande, com uma mescla não equilibrada entre cidade contemporânea e cidade antiga.

Algumas construções históricas têm o devido cuidado e respeito, mas a grande maioria está escondida no meio de casas e comércios. Uma das igrejas mais bonitas da cidade, e mais importantes do país no estilo arquitetonico dela, fica totalmente perdida. A única parte nítida da igreja é a entrada lateral, as lindas torres e abobodas só são vistas de longe, e boa parte sobreposta por outras coisas da cidade.

Apesar disso, a cidade é uma parada obrigatória para quem gosta de história e arquitetura. Existem dezenas de construções bem preservadas que valem a pena conferir.

Um dos destaques da cidade são os turistas. Lá a gente encontra pessoas de todos os lugares, têm vários brasileiros, espanhois, italianos, japoneses (há anuncios, panfletos e várias outras coisas em japonês devido ao grande número deles).

Os preços da cidade são muito bons. A maioria dos hotéis custam entre 50 a 80 euros (suite com café da manhã incluso); a comida é barata, assim como museus; pontos históricos podem ser visitados gratuitamente.

Locais

Residenz - (*****)
Palácio Residencial, considerado patrimônio da humanidade pela Unesco. É um dos lugares mais bonitos que já vi. Ambientes exuberantes, luxosos, repleto de ouro, tudo muito bem trabalhado. Não tem como descrever, só vendo.


Fortaleza Marienberg - (****)
A fortaleza é o cartão postal da cidade e tem mais de mil anos. Você pode entrar na região da fortaleza de graça, andar pelas ruas através das muralhas, e sentir o ar medieval que o ambiente remete. O castelo da fortaleza agora é um museu, fraco por sinal, o primeiro museu, logo na entrada da fortaleza, é bem melhor.


Alte Brucke - (****)
Ponte que fica no coração da cidade. A construção é antiga e bonita, repleta de vãos com estátuas, e com vista para boa parte da cidade, e do lindo rio Main.


Existem outros diversos museus, óperas, igrejas (para quem curte), coisas para fazer não falta.

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De Wolfsburg a Wurzburg

Antes de qualquer comentário, vale dar o merecido destaque para a pontualidade Alemã. Comprei os tickets para esse longo percurso, que demoraria 4 horas envolvendo dois trêns diferentes, e cada um deles embarcou e chegou no exato MINUTO que estava no ticket.

O primeiro trem foi de Wolfsburg a Hannover, capital da região. A distância de carro seria por volta dos 100km, mas o trem faz um caminho mais longo, passando por várias cidades.

Em Hannover o trajeto seria completado com o ICE (Inter City Express), o trêm bala alemão. Pela eficiência e qualidade, requer reserva antecipada, que diz em qual ‘carro’ (no mesmo trajeto existiam três ‘trens’ diferentes andando junto), vagão e poltrona você vai ficar.

Diferente do primeiro trêm, o ICE está preparado para receber turistas. Os funcionários falam um bom inglês, e todos os anúncios do trem são repetidos em inglês em seguida.

A vista do trajeto é simplesmente linda. As florestas, os extensos campos com montanhas e serras ao fundo. Riachos, pequenas vilas, tudo é muito bonito e faz a viagem valer ainda mais a pena.

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Wolfsburg - (***)

A cidade é muito bonita e organizada, talvez por ser uma cidade jovem (apesar de não aparentar), tudo é muito bem estruturado e funciona bem, mas não há muito o que se fazer.

Existem restaurantes de diversas etnias: Indú, Turco, Vietnamita, Chinês, Mexicano, Italiano, Nordico… Essa diversidade também pode ser notada em algumas pessoas da cidade. Não é comum, mas há pessoas de diversos países lá.

Em função da grande fábrica da Volkswagen na cidade, é um dos melhores lugares do mundo para se comprar um carro, pessoas de vários países europeus vão a Wolfsburg comprar seus Volkswagen. Há anúncios por toda a cidade de Pólo Hatch por menos de 2 mil euros (algo em torno de 5 mil reais).

Agora com exceção dos carros, as coisas lá não são muito baratas. É uma cidade rica e os preços são proporcionais. Hoteis são caros, comidas estão na média Alemã (come-se por 5 a 20 euros em locais não luxuosos).

Locais para se visitar:

Castelo da cidade - (****)
Toda a região do castelo é maravilhosa. O destaque é para a beleza natural, de lagos a jardins, gramados, arvores… O castelo é bonito, e como foi construido há pouco tempo, é bem preservado.

Senti falta de um museu ou alguma atração dentro do castelo, ele é aberto para visitação, mas só dá acesso a uma escadaria com janelas. Talvez eu tenha visitado no dia/horário errado, mas aparentemente não tem nada lá dentro.


Designers Outlet - (****)
Várias lojas de roupas de marca européias num mesmo espaço, e com preços muito bons. Compra-se jaquetas de couro de grife a partir de 80 euros, jeans de marca a partir de 20. Claro que há lojas mais caras, mas que continuam em conta se comparadas com os valores reais.


Volkswagen Arena - (****)
Estádio do time de futebol de Wolfsburg. Para quem não conhece, é um dos melhores times do país. A Arena é grande e bonita.

O jogo é tratado como espetáculo, horas antes começa uma movimentação nas lojas da equipe que tem nos arredores do estádio. Há um bar dentro do espaço fisico do estádio que lota, e se vive futebol nele (vários jogos são transmitidos, e a bagunça é grande).

Antes do jogo, a transmissão de TV ocorre no próprio campo, e o áudio e vídeo é exibido nos telões. Assim como os gols do time da casa, a escalação tem direito a uma vinheta bem trabalhada, com animação para cada jogador.

Tive o prazer de assistir um jogo do Wolfsburg VS Bayer Leverkusen (outro grande time alemão). Fiquei na torcida visitante e o time da casa abriu 2x0 com gols dos brasileiros Diego e Grafite. Depois o Leverkusen, que pressinou a partida inteira, virou para 3x2.

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Alemanha

Estou a pouco tempo aqui, e qualquer coisa que posso dizer será prematura, mas arrisco algumas coisas:

- Os alemães aparentemente gostam do Brasil, não é dificil ouvir músicas brasileiras, ou encontrar lojas e produtos do Brasil.

- Tudo aqui é organizado e limpo. As calçadas são largas e sempre há divisões entre pedestres e ciclistas (que estão presentes em bom número).

- As coisas são feitas e organizadas para dar autonomia às pessoas. Quase tudo pode ser resolvido sozinho, sem a necessidade de contato com outras pessoas. Há mapas em todo lugar, máquinas para compra de tickets de trem, onibus, metrô (que aceitam cartões, inclusive), outras para vários tipos de produtos. O contato com vendedores, atendentes e centrais de informação se restringe a casos realmente necessários.

Acredito que tudo isso é resultado de uma filosofia, ou estilo de vida alemão. Percebo que eles são individualistas e metódicos, e qualquer coisa que foje do método deles resulta em caras feias.

- Ao contrário do que se pensa no Brasil, a Europa está se tornando consumista. City Galeries (os shoppings da Alemanha) estão presentes em todos lugares e cidades, e chega a ter fila de pessoas esperando que eles abram.

- Em geral, pessoas com mais idade tendem a ser mais reservadas. Provavelmente há um confronto de cultura, já que eles viveram a ascenção alemã, e viam outros europeus, americanos e outras pessoas como concorrentes e inimigos.

Agora pessoas nascidas depois da guerra tendem a ser mais simpáticas, e gostam de conhecer pessoas de outros países. Várias vezes eu fui pedir informação e as pessoas mais jovens não paravam de falar, e sempre com um sorriso largo no rosto.

A exceção da regra são para pessoas que não se sentem seguras no inglês, que ficam ou constrangidas, ou irritadas.

- As cidades são lindas, há uma extraordinária mistura de modernidade, tradição e elegância. Um exemplo disso é Wolfsburg, que apesar de ser uma cidade muito jovem (tem menos de 80 anos), a arquitetura normalmente faz referência a épocas antigas, e inclusive foi construido um castelo para fortalecer este ar passado. Há também construções ultra modernas, que em geral estão vinculadas a fábrica da Volks, e uma bela ilustração disto é o WolksWagen Arena, estádio do Wolfsburg team.

- Os preços normalmente são altos para o padrão brasileiro se o valor for baixo. Praticamente tudo custa no mínimo 2 ou 3 euros. Coca cola - 3 euros; Cigarros - 5 euros; Suco - 2,50 euros.

Agora coisas com valores mais altos tendem a valer a pena. Eletrônicos em geral custam o mesmo valor que no Brasil, ou um pouco menos. Perfumes e roupas valem MUITO a pena, e os valores de carros chegam a ser uma piada, um Pólo hatch zero saí por menos de 5 mil reais.